Marcha contra o cancro da mama em S. Vicente: Participação de homens e crianças cada vez mais intensa

A participação cada mais intensa de homens e crianças de ambos os sexos na marcha anual da Liga Cabo-verdiana Contra o Cancro na cidade do Mindelo foi enaltecida esta manhã pela nutricionista Laidinha Fortes, Jean Pierre, professor de Educação Física, e Conceição Pinto, presidente da LCCC, na décima edição desse evento. Para estas três vozes, esse fenómeno comprova que a sociedade mindelense está cada dia mais ciente da importância do combate aos cancros, em particular o da mama.

Este aspecto, na opinião dessas fontes, está também expresso na quantidade de pessoas que engrossa a caminhada Outubro Rosa, que há 10 anos se serpenteia pelas estradas da cidade e termina na praia da Lajinha. Tudo isso num ambiente alegre, condimentado com música e aulas de aeróbica, apesar do sol abrasador.

“Associar a música e a ginástica a esta marcha deixa as pessoas mais animadas. A música alegra o estado de espírito, torna esta caminhada menos difícil por causa do calor e do tempo ensolarado”, salienta Jean Pierre, um dos rostos sempre presentes nessa caminhada. Ele que enaltece ainda o facto de essa marcha estar a atrair atletas, pessoas que adoram treinar tanto nos ginásios como ao ar livre. Deste modo, diz, ajudam a reforçar a mensagem de um estilo de vida saudável.

Segundo Laidinha Fortes, a LCCC apoia sempre as suas actividades no lema educação para a saúde, mostrar que é importante adoptar uma vida activa e com regras alimentares. “Deste modo é possível minimizar os efeitos negativos de vária ordem. A nossa preocupação é também levar as pessoas a tentarem diagnosticar as doenças o mais cedo possível. Deste modo será possível efectuar um combate mais eficaz”, alerta a nutricionista.

Este ano, a zona da Ribeirinha foi o ponto central das actividades da Liga Contra o Cancro. A adesão das pessoas deixou a organização satisfeita, uma prova, segundo Laidinha, que as mensagens estão a ser assimiladas em todas as zonas de S. Vicente.

“Agora é mais fácil mobilizar as pessoas. Vemos isso no aumento constante dos participantes na marcha. Isto é muito bom porque os cancros continuam a crescer”, frisa Conceição Pinto. Esta relembra que, apesar de o cancro da mama não atingir tanto assim os homens, estes são também afectados quando a doença ataca uma namorada, uma mãe, uma amiga ou uma filha. Logo, sublinha, o problema diz respeito a todos.

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